A Meditação na China

Tao Yin (chinês: 導引; pinyin: dǎoyǐn) é um têrmo chinês associado às práticas de meditação de origem Taoista desenvolvida na China. Este tipo de meditação também é conhecido como Sentar na Calma. O conceito de Wu Wei, não-ação, é um dos princípios básicos para a realização no Tao Yin.
O significado literal dos ideogramas que compõe esta palavra é:

導 - guiar, liderar, conduzir
引 - admitir, puxar, assimilar

Os dois termos, "conduzir" e "assimilar", estabelecem uma relação Yin Yang de acção e não-acção, indicando o princípio de aprendizado do natural a ser seguido na prática.

História

Teve sua origem e foi desenvolvido desde uma época desconhecida da pré-história chinesa, talvez a partir de danças tribais e de práticas xamânicas. Há referências à sua prática anteriores a 500 AC. Há indicações de que foi sistematizado pelos taoístas no Período dos Reinos Combatentes (403 - 221 AC) É praticado ainda hoje em mosteiros chineses Taoistas como os das Montanhas Wudang como método para assegurar a saúde e cultivar o espírito.
O Tao Yin também é ensinado actualmente sob o nome do de "Daoyin Yangsheng Gong" na Universidade de Educação Física de Beijing. A sua prática é por vezes associada aos treinos de qigong, especificamente à variedade conhecida como neigong, sendo muitas vezes praticado associado às artes marciais chinesas internas como o Tai Chi Chuan.
Na tradição taoísta há um equilíbrio complementar Yin Yang entre meditar e movimentar-se com suavidade. Esta meditação é considerada na China uma prática de natureza espiritual que pode ser praticada com legitimidade tanto dentro do contexto da filosofia de vida taoista (Tao Chia) quanto na religião taoísta (Tao Chiao).

O Segredo da Flor de Ouro

 
Taoísta "reunindo a Luz", ilustração do livro O Segredo da Flor de Ouro   Representação do "feto imortal"

A leitura de livros como O Segredo da Flor de Ouro pode ser tomado como uma leitura inicial para conhecer o Tao Yin, mas o verdadeiro conhecimento de Tao Yin se adquire através da prática e da convivência com quem o pratica, não da leitura de manuais ou de livros teóricos. Como coloca o Tao Te Ching em seu primeiro capítulo, "o Tao verdadeiro não pode ser nomeado". Encontramos neste livro ilustrações que podem ser tomadas como metáforas das diversas etapas da realização da prática. Uma destas representações dos estágios da realização espiritual através da meditação apresenta o meditante gerando um feto imortal dentro de si, concebendo um novo corpo de energia.

O retorno à Origem

Segundo a cosmologia tradicional chinesa, o vazio original dá origem ao Tai Chi, que se diferencia em Yin Yang, que dão origem à relação dos cinco elementos, que geram as dez mil coisas (dez mil têm para os chineses o sentido de infinidade). O processo da meditação Tao Yin se dá no sentido contrário, das dez mil coisas retornar à relação dos cinco elementos, recuperando o equilíbrio de Yin Yang retornar ao Tai Chi, daí voltando a se integrar ao vazio original, à origem da existência. A base para a realização deste processo é o contacto constante e natural (seguindo os princípios do Wu Wei) do praticante com seu Dantian, campo de cultivo de sua energia vital. Práticas como o Chi Kung, Zhan Zhuang e o Tai Chi Chuan podem auxiliar o praticante a exercitar este contacto e compreender como mantê-lo em seu quotidiano.

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